O ecommerce é algo que cada vez mais cresce no mercado nacional e internacional, não só pelas oportunidades que pode gerar para os novos negócios e negócios locais mas porque permite ter uma loja aberta, 24 horas por dia em qualquer parte do mundo.

Cada vez mais se assiste a novos projetos associados à venda online de produtos, serviços, conceitos e experiências e o aumento de lojas físicas com loja online e lojas nativas (pure players) tem gerado discussões de como diversificar a oferta dos concorrentes no mercado.

Como uma loja online pode ganhar confiar no mercado?

Habitualmente, uma loja física transmite uma sensação de segurança ao consumidor, não só porque sabe que existe um espaço que pode fazer uma devolução ou troca, mas também pelo apoio ao cliente que existe antes, durante e após a venda.

Facto é que as lojas e marcas tradicionais beneficiaram com este feito, pois não só ganharam mais um canal de comunicação e de vendas, mas também porque o consumidor sente que existe um suporte físico que sustenta a marca nos meios online, transmitindo segurança no momento de decisão de compra.

Por lado inverso, as lojas nativas tem como primeira dificuldade a confiança do mercado e dos clientes. Algumas marcas conseguiram ultrapassar esse problema com relativa facilidade (caso da Prozis, embora com um investimento muito concreto em brand awareness e retenção dos clientes) no entanto, grande parte dos negócios online dispõem de um baixo budget para marketing digital e offline, pelo que é importante otimizar o budget pelos os canais adequados e conseguir resultados que possam permitir que o negócio seja sustentável.

Que tipos de estratégias permitem alavancar e dar notoriedade a um ecommerce?

Se pensarmos numa resposta simples, diríamos que não existe uma fórmula ou resposta certa. Todos os negócios tem as suas especificidades e características e com isso, é importante, estudar o mercado, os concorrentes e o público-alvo.

Mediante a nossa persona (cliente estrela) e segmento, o nosso preço e os nossos canais distribuição, o passo seguinte é medir e definir a mensagem e os canais de comunicação. Este é o momento que se define a estratégia de marketing digital.

O Content Marketing em prol do Ecommerce

O conteúdo é rei. Esta é uma frase que se houve muitas vezes em conferências, seminários, workshops e afins, no entanto, é necessário que transformar e adequar esta frase no nosso ecommerce ou então este se transforma num verdadeiro pesadelo.

O content marketing é algo que está associado a diferentes canais de comunicação, como as redes sociais, blogs e fóruns, email-marketing, entre outros. Existem diversos formatos, desde artigos, imagens, vídeos, gifs e uma imensa variedade de conteúdos que devem ser usados em prol do negócio.

No entanto, a necessidade de criar conteúdos de qualidade que respondam às tendências de procura pode provocar demasiado volume de produção, ou seja, quantidade e não qualidade, pode levar a alguma apatia dos consumidores.

Desta forma, é importante que quando se define uma estratégia, se tenha em conta que a qualidade é mais importante que o volume é só desta forma é que é possível comunicar e educar o nosso mercado alvo.

Como definir uma estratégia de Content Marketing?

Definir uma estratégia de content marketing ou de social media para uma marca não é fácil, não só porque engloba estudo do mercado, mas também criatividade e empenho por parte da marca. Para o gestor de conteúdo ou o copywritter, esta sua função é de grande pertinência, pois é este que está a criar a mensagem e ao mesmo tempo, é a voz da marca; pois da mesma forma que nos sentimos bem quando entramos numa loja e vemos a decoração, aromas, limpeza e a disposição dos produtos, os clientes digitais devem sentir que o site, o blog ou as redes sociais está a “comunicar” com ele de forma personalizada.

Para se criar uma estratégia de Content Marketing, é necessário pensar em alguns momentos, como:

  • A estratégia de content marketing deve integrar várias áreas da comunicação desde a escrita à criatividade;
  • Criar conteúdo com uma narrativa consistente;
  • Conhecer o público alvo é um aspeto fundamental para a estratégia de conteúdos;
  • Saber o que o público quer ver e ouvir;
  • Usar o marketing de conteúdos não como uma campanha, mas sim um investimento a longo prazo, de forma a construir a reputação e conquistar notoriedade que seja uma referência de informação para o consumidor;
  • Definir objetivos e métricas;
  • Apostar numa estratégia de relacionamento e não como uma forma de venda e consumo (Content Sweet)
  • Testar os conteúdos de forma individual;

Pensar no funil de conteúdos

O funil de conteúdos permite trabalhar e conhecer o funil de uma persona, na qual permite desenvolver uma estratégia adequada ao longo do tempo.

O topo do funil são pessoas que se encaixam nos critérios do mercado, mas que ainda não tomaram nenhuma ação para ao conteúdo. Estas são as pessoas que podem estar interessadas em comprar os produtos ou podem ter se deparado com o conteúdo em razão de um interesse sem relação com uma compra. O blog deve ser o ponto de concentração do conteúdo nesta fase, que incluem infográficos, vídeos, slides de apresentações e posts em formato de listas.

O Meio do funil (prospects e leads) são quando os consumidores no mercado forneceram ativamente informações pessoais em troca de mais conteúdo, na qual se tornam prospects. Os prospects que se encaixem no perfil do consumidor e demonstrem intenção de compra são chamados de leads. Nessa fase, sabemos que o consumidor tem um interesse e o conteúdo pode ajudar a determinar se eles estão de prontos a fazer uma compra. É um bom momento para começar a usar landing pages como porta de entrada para o seu conteúdo.

Os tipos de conteúdo recomendados são: eventos (presenciais e online), e-mails personalizados e newsletters. Nas landing pages, oferecer ebooks, guias e webinars são ótimas opções.

O Fundo do funil (oportunidades) é quando o conteúdo ajuda a colocar em contato com um lead que represente a nossa persona e esteja interessado em fazer negócio, na qual está criado uma oportunidade. Casos de sucesso aplicados à indústria ajudam bastante na tomada de decisão.

Funil de Vendas

Fonte: http://ecmetrics.com/pt/funil-de-vendas/

Como definir o tom de voz de uma marca de ecommerce?

Todas as empresas tem uma personalidade. Preços competitivos, qualidade no atendimento e inovação já não fazem parte do diferencial competitivo de uma empresa. São atributos obrigatórios para qualquer empresa que deseja oferecer um produto ou serviço para o mercado.

A produção de conteúdo é uma das principais estratégias de Inbound Marketing de uma marca. Mas como uma marca pode traduzir os seus valores através do conteúdo? Através da voz e do tom de voz, a marca consegue expressar-se de maneira autêntica, criar uma conexão com as suas personas através dos seus canais de comunicação.

A personalidade da marca está em constante amadurecimento e público reage de diferentes formas ao estímulo promovido.

O relacionamento que se estabelece com os clientes resulta de tudo aquilo que lhes diz e como diz. A sua marca tem uma voz e o tom que utiliza deverá ser parte integrante da estratégia.

Para definir o tom de voz de uma marca, é essencial ter em atenção os seguintes pontos:

  • Criar personas – É importante definir qual o tipo de consumidor que queremos associar à marca e as suas características demográficas, psicográficas e comportamentais, sejam elas personas físicas ou personas com comportamentos online. O tom de voz deverá encaixar nas expectativas do cliente, por forma a que haja um sentimento de identificação e partilha de valores entre ambas as partes.
  • Criar uma boa imagem de marca – a imagem da marca é também um aspeto importante a ter em conta no tom de voz da marca.  A imagem da marca é uma forma de se diferenciar no mercado e a voz deverá estar em sintonia com a identidade da sua marca, para que os consumidores e mercado percebam e reconheçam valor na marca;
  • Respeitar os valores da marca – o tom de voz de uma deve transmitir a personalidade da marca sem nunca esquecer os valores que a marca defende, pois transmite confiança e credibilidade à audiência;
  • Coerência na mensagem – é necessário que todo o plano de conteúdos tenha um tom consistente de forma a construir uma mensagem credível;
  • Ajustar o tom de voz ao meio de comunicação – O tom de voz de uma marca deve estar de acordo com o canal de comunicação, para que torne perceptível a mensagem da marca.
  • As redes sociais  – são canais onde a voz se amplifica rapidamente e em contextos muito diferenciados e que é necessário medir a mensagem e o tom da voz para as personas.

Desenvolver o tom de voz de uma marca vai possibilitar conhecer mais o público da sua marca e permite criar uma conexão entre a marca e audiência.

Como gerir uma marca nos social media?

A presença de uma marca nas redes sociais exige uma gestão cuidada da página, é essencial delinear uma estratégia e estabelecer desde cedo o tom de comunicação que irá utilizar, definindo personas e os objetivos da presença da marca nas redes sociais.

A verdade é que as empresas não devem ter presença em todas as redes sociais, caso não seja relevante para o negócio. Por exemplo, o Facebook é um erro comum assumir que esta é uma rede social obrigatória para as empresas, em que muitas vezes não produz qualquer tipo de vantagem e benefício para a empresa.

As redes sociais são hoje uma forma de contacto não apenas para os indivíduos como para as marcas, que, de forma rápida, envolvente e dinâmica e podem interagir com os seus consumidores.

A rapidez de contacto permite detectar quase instantaneamente movimentos de insatisfação ou de entusiasmo pela marca, pelo que uma atenção especial às redes sociais permite ajustar estratégias de comunicação e divulgação capazes de minimizar eventuais falhas e tirar partido das oportunidades.

O uso dos dispositivos móveis tem aumentado de forma acentuada, e com isso, é cada vez mais uma ferramenta pessoal e profissional.

Com o desenvolvimento de aplicações de servidores de email, a melhoria das redes móveis e a facilidade de uso, os utilizadores usam o dispositivo móvel para ler e enviar emails, aproveitando muitas vezes os tempos “mortos” para agilizar as suas caixas de email.

Quando se envia uma newsletter, é fundamental pensar nos seguintes pontos:

  • adequar o modelo aos diferentes tipos de ecrã, pois aumenta em média cerca de 40% a abertura do email;
  • enquanto no desktop, no “assunto” do email é possível 80 caracteres para leitura, em mobile esse número é de 30 caracteres, sendo fundamental pensar em títulos pequenos e eficazes;
  • o nome de remetente é a informação sobre sua empresa mais demonstrada por email e, além disso, 68% das pessoas dizem abrir os emails com base nessa informação; é importante que o nome do remetente seja curto (com no máximo 23 caracteres);
  • personalizar os Call-to-action, desde a sua cor, mensagem, posição e página de destino;
  • emails simples e leves (balance entre imagem e texto), pois permite uma leitura rápida, na qual a média de tempo de leitura por email é de apenas 51 segundos.
  • Os gifs são uma boa forma de usar nos emails, traz movimento e interesse ao email.
  • localizar a oferta ou seu melhor conteúdo nos primeiras linhas do email

Quais os benefícios dos chatbots?

  • Os clientes procuram cada vez mais estar no controlo da experiência de compra e os chatbots permitem responder a esta necessidade, com respostas instantâneas ao cliente; contudo, é um processo que ainda está ser melhorado a nível de respostas e reação a imprevistos.
  • Os chatbots permitem um atendimento mais eficaz e económico, e para pequenas empresas e negócios, pode funcionar como uma espécie de “call center”, permitindo também mensurar e controlar as respostas;
  • Permite otimizar a experiência com o cliente, através do tratamento de dados recolhidos, permitindo perceber quais as necessidades e oferecer produtos específicos e personalizados;
  • Os chatbots permitem ser um substituto no futuro dos tradicionais motores de busca, oferecendo produtos específicos durante a interação com o cliente;

Os chatbots abrem novas possibilidades de relacionamento, permitindo oferecer experiências mais personalizadas de atendimento, desde os conteúdos mais que mais interessam,  o tipo de escrita e a possibilidade de converter leads. Existem diversas formas de criar seu chatbot. Existem inúmeras plataformas que permitem ajudar, sem qualquer custo, a desenvolver um chatbot para o seu negócio e que permitem integrar nas redes sociais, como o Facebook.

Dica extra

Uma das grandes tendências no content marketing é o content product. Cada vez mais, a informação sobre os nossos produtos são importantes para gerar social proof e menções positivas à marca.

Uma estratégia muito eficaz para a estratégia de marketing e para otimização de SEO é o Guest Posting (posts escritos por terceiros, como convidados). Esta estratégia, permite:

  • Obter tráfego qualificado;
  • Construir autoridade do domínio e nos motores de busca;
  • Construir Influência online;
  • Ajuda a aumentar a nossa autoridade sobre a temática;
  • Aumentar o nosso leque de conteúdos e credibilidade;
  • Aumentar a nossa base de subscritores;
  • Ajuda a construir a nossa presença nos social media;

(Fonte: Tiago Almeida Nogueira – EDIT)

O foco é a experiência do utilizador e pertence ao profissional ou gestor acompanhar estas tendências, de forma a melhorar a sua estratégia no mercado.