Ao entrar em 2016, percebemos que as pessoas e empresas estão entusiasmadas e expectantes com o crescimento do Ecommerce, especialmente depois de sucessos como Black Friday que se apoderaram das lojas on-line e físicas. Isto mostra uma clara tendência e influência que o on-line está a ter no retalho, e a dimensão que o Ecommerce está rapidamente a obter. Muita gente tem vindo a falar sobre o que as empresas líderes estão a fazer no Ecommerce na entrada de 2016, que alterações, estratégicas e tácticas irão adoptar, e sobre o que é possível e o que é obrigatório um Ecommerce ter, para ser um sucesso e atender às necessidades do “shopper” on-line.

Deixo-vos ficar com as principais recomendações e cuidados que devem ter, quer estejam a começar no Ecommerce ou caso já tenham o vosso negócio implementado on-line.

1. Focar nas nossas principais competências e nosso “core” business

Num negócio on-line existe normalmente uma grande necessidade tecnológica. Seja por causa da velocidade do site, da estabilidade, segurança e controlo anti-fraude. Enfim, existe uma panóplia de variáveis que requerem atenção e tempo para garantir que tudo funciona sem surpresas desagradáveis.

Uma das tendências que as várias empresas de vanguarda têm vindo a adoptar, e vão com certeza continuar a fazê-lo em 2016, é o foco no “core” do negócio e não tanto nas plataformas tecnológicas. Ou seja, se eu tenho uma loja on-line de calçado então o “core” do meu negócio é vender sapatos e não desenvolver sites ou optimizar servidores.

Devemos concentrar-nos em garantir que temos o melhor produto ou serviço, e em continuamente aperfeiçoar a nossa oferta ao cliente, concentrar-nos nele para criar uma relação que fará com que ele se torne um cliente satisfeito e um evangelizador da nossa marca. Assistiremos portanto, a empresas muito mais focadas no seu negócio e a delegar estas tarefas a especialistas de tecnologias de informação, em SAAS (software as a service) e em provedores tecnológicos especializados.

2. Mobile como principal motor de compras on-line

Hoje em dia mais de 50% do tráfego das lojas on-line, é feito em mobile(smartphones e tablets). Cada ano que passa os clientes gastam mais dinheiro em mobile do que nos seus computadores Desktop. Este é um fenómeno que está a acontecer muito rápido e a maioria das empresas estão com dificuldades a adaptar-se ao mesmo. Como devem adaptar o seu website às experiências Mobile e como torná-las experiências agradáveis, são perguntas que as empresas estão a tentar responder, para preparar o seu negócio para um ecossistema que é movido completamente pelo mobile.

Se a sua empresa ainda não o fez, é crítico pensar numa estratégia e faze-lo tendo em conta que o mobile vem primeiro que o desktop. Pense como é que será o comportamento do seu cliente neste ecossistema e como serão as suas experiências e expectativas, por forma a tirar o máximo benefício e não ficar para trás no seu negócio.

3. Social Commerce. A próxima onda do Ecommerce

Uma das maiores tendências que temos vindo a assistir a par do Mcommerce, é o Social Commerce. Facebook, Twitter, Pinterest, Instagram e outras, são plataformas gigantes em número de utilizadores e que continuam a crescer.

As pessoas passam quantidades de tempo enormes nestas redes, começando a torná-las em canais massivos de Ecommerce. Um dos padrões que se nota claramente hoje em dia, é que os consumidores é que mandam. Antigamente os consumidores tinham que se dirigir aos sites retalhistas para encontrar os produtos, hoje em dia o consumidor tem uma facilidade imensa de encontrar o produto que deseja em qualquer canal e em qualquer lado. O que eles não querem fazer é mudar as suas preferências ou os seus canais favoritos. Então a questão é – como é que conseguimos trazer uma experiência de compra e uma solução/produto até aos nossos potenciais consumidores, sem que eles tenham que mudar de canal?

A desistência da compra é enorme quando pedimos a um cliente para comprar um produto no facebook, mas para ele fazer a sua compra tem que fazer 20 clicks antes de finalizar. Perdem-se muitos consumidores com este problema. As redes sociais são utilizadas hoje em dia por biliões de utilizadores, tornando-se uma enorme oportunidade para vender nestes canais. Neste momento existem ferramentas que permitem vender directamente no Facebook, Twitter, Pinterest ou outras redes sociais. Porque não utilizá-las?

Se já trabalha as redes sociais com o objetivo de angariação de clientes, está apenas a um passo de começar a vender. Sugiro a leitura do artigo 5 Ferramentas para criar uma loja no Facebook.

4. Mobile First vs Mobile Responsive

Outra das questões que também se tem vindo a falar nos últimos anos, é a necessidade dos nossos sites serem responsive e de todos eles terem uma capacidade mobile. Inclusive o Google recomenda que o nosso site seja responsive para obtermos um bom resultado nas suas pesquisas. No entanto, em Ecommerce o que temos visto é que responsive não é a mesma coisa que mobile first. Existe muita discussão sobre as experiências de compra mobile first, ou seja, optimizar o nosso site para uma experiência em mobile em primeiro lugar.

As pesquisas mostram-nos que, ao utilizar um website responsive, em desktop, tablet ou smartphone, não conseguimos ter as melhores taxas de conversão. Desenhar o nosso site para mobile first, obriga-nos a olhar para o mobile como um canal nele próprio, como se não existisse outro.

Como seria a experiência, como venderíamos o nosso produto, como seria o design, como seria estruturado, etc? Como faríamos o site realmente optimizado para uma experiência irrepreensível em mobile?

O que vemos hoje em dia é que as pessoas normalmente pesquisam em mobile e convertem em desktop. Isto porque a experiência de compra em desktop é muito mais optimizada sendo mais fácil concretizar transações.

Pense no seguinte, daqui a uns anos a maior parte das transações serão feitas em mobile, então o que temos que conseguir fazer, é realmente olhar para este canal como o mais importante e tornar a experiência de compra em mobile muito mais fácil, rápida e simples.

5. Velocidade = Sucesso em Ecommerce

No seguimento da experiência de compra optimizada, outra das questões mais prementes, tem a ver com a velocidade da nossa experiência. Uma experiência lenta no nosso site, leva a um grande abandono e taxa de desistência de clientes. Hoje em dia estamos habituados a ter acesso à informação de forma muito rápida, com ligações fixas e móveis muito rápidas como o 3g e 4g, ao contrário dos inícios da Internet, quando a velocidade das nossas ligações era lenta.

A nossa atenção é também mais reduzida, se um site que estou a ver está a demorar muito a carregar, rapidamente saio e escolho outro que funcione melhor e mais rapidamente.

Um estudo feito pela empresa Akamai, mostra que, se o nosso site vender 100.000$ por dia, podemos estar a perder 2.5 milhões de dólares por ano, por apenas um segundo de atraso no carregamento do site. Agora imaginem que temos por exemplo um crash ou um problema de velocidade a meio de um Black Friday. Pode traduzir-se em perdas enormes e numa má reputação para a nossa marca.

Isto leva-nos à questão inicial do post, se não somos especialistas tecnológicos e se o nosso core business não é esse, então devemos delegar a velocidade e estabilidade do nosso site, a um especialista que garanta que não vamos ter problemas e que caso eles existam, seja rápido a dar resposta.

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