O e-Commerce ou comércio electrónico é uma realidade na sociedade e no mundo dos negócios. Mais do que uma tendência, o fato é que este cresce a olhos vistos, com uma oferta mais privilegiada para os consumidores digitais.
No entanto, ainda existem muitas dúvidas sobre este conceito para muitas empresas, na qual podem ter uma oportunidade de gerar mais negócio para as suas marcas, mas que no entanto, ainda não se consciencializaram sobre as compras online e os benéficos que podem gerar.
Existem casos de sucesso como a Amazon, a maior retalhista online que tem dominado o comércio electrónico nos Estados Unidos e que distribuiu mais de cinco mil milhões de itens para todo o mundo em 2017, através do seu serviço à base de subscrição, o Prime, permitiu um volume de negócios de 60,45 mil milhões de dólares no último trimestre de 2017 e os lucros aumentaram para 1,86 mil milhões de dólares. Um facto curioso é que apesar de ter iniciado, em 1995, a Amazon.com só registou lucros pela primeira vez em 2003. Em Portugal, temos o caso da Farfetch, que cresce todos os anos a nível de faturação e de processos de negócio.

O que é o e-commerce?

Origem do e-Commerce

O e-Commerce, que traduzido para português significa comércio electrónico, são as compras online que realizamos na internet. Desde roupa a calçado, tecnologia, produtos de beleza e alimentação, tudo é possível comprar nos meios digitais.
O conceito de e-Commerce surgiu na década de 60 e tem assistido a uma enorme evolução até aos dias de hoje. Tem transformado a economia mundial, permitindo que lojas físicas alarguem os seus canais de venda e de comunicação e alcancem novos clientes com baixo custo e ter um “espaço” para vender os seus produtos ou serviços.
A primeira compra online foi em 1994, na qual o site NetMarket, criado por jovens ingleses que tinham criado um sistema seguro online envolvendo cartões de crédito e o primeiro produto a ser vendido foi um CD do cantor Sting, com o álbum “Ten Summoner’s Tales”, de 1993 em 11 de agosto de 1994, na qual o cliente foi Phil Brandenberger, residente na Philadelphia.
Com a evolução deste conceito, tem surgido grandes negócios à escala mundial, como a Amazon, Alibaba, Walmart, ebay entre outros, na qual gerem milhões de dólares à escala mundial e prometem continuar com grandes investimentos em prol do mercado e do consumidor.

Origem do e-Commerce

Tipos de e-Commerce

Tal como os negócios tradicionais, existem diferentes tipos de negócios digitais, que são divididos da seguinte forma:

  • B2B (Business to Business): modelo de comércio electrónico que se realiza entre duas empresas ou com fim de revenda, embora seja o menos usual no nosso mercado
  • B2C (Business to Consumer): modelo predominante de vendas online, este tipo de modelo é o mais usado pelas empresas e negócios que desejam disponibilizar a sua oferta em formato tradicional em formato online. Exemplos de marcas como o Continente, Bazar Desportivo e Worten são algumas das marcas que usam o mesmo stock para loja física e online. Mais recentemente, surgem lojas online sem presença física, como a Farfetch e a Prozis, fazendo do canal online o principal motor de venda entre marca/negócio e cliente final.
  • C2C (Consumer to Consumer): Quem nunca vendeu algo pela Internet? O modelo C2C envolve transações entre dois ou mais consumidores, através de um marketplace, casos como o OLX e CustoJusto, redes sociais, como o Facebook e através de palataformas de compra e vendas especializadas, como o StandVirtual. Neste formato, um consumidor pretende vender algum bem material que possuí (Consumer) e essa venda é proporcionada (to) a outro consumidor, neste caso, ao consumidor final do bem adquirido (consumer).
  • C2B (Consumer to Business): talvez o modelo mais recente no mercado, é um modelo de negócios em que os consumidores criam valor e as empresas consomem esse valor. Por exemplo, quando um consumidor escreve críticas e dá uma ideia útil para o desenvolvimento de novos produtos, esse consumidor está a gerar mais valor para o negócio. Outra forma de C2B é os consumidores oferecerem produtos e serviços às empresas e as empresas pagam aos consumidores. Exemplos: em blogs ou fóruns de internet em que o autor oferece um link de volta para um negócio online, facilitando assim a compra de um produto (como um livro na Amazon), promoção de soft skills em sites de oportunidade de emprego e trabalho remoto, promoção de serviços para empresas.

Vantagens do e-Commerce

Ter uma loja online significa ter o nosso negócio aberto ao público 24 horas por dia, em qualquer momento ou lugar.
Enquanto que nas lojas físicas existe a necessidade de ter loja aberta, ter cuidado com a apresentação dos produtos e da montra e manter a loja limpa e arrumada, para além das demais burocracias, numa loja online, o mais importante é otimizar a loja para o público-alvo.
Algumas das vantagens de uma loja online e do e-Commerce são:

  • Loja aberta a qualquer hora para qualquer cliente;
  • Permite compras mais rápidas e cómodas;
  • Permite reter clientes, com promoções, ofertas e vales de desconto;
  • Expor toda a oferta da marca ou negócio, de forma simples e organizada;
  • Facilita a comunicação para com o público-alvo;
  • Permite acompanhar o percurso de cada cliente na loja;
  • Permite conhecer todas as leads e como otimizar para uma conversão;
  • Menos custos sobre o negócio;

 

Vantagens e-Commerce

Fonte: https://www.shopify.com/enterprise/advantages-of-b2b-ecommerce-and-online-wholesale-infographic

Tipos de produtos que surgem com o e-Commerce

Com o surgimento do e-Commerce, surgiram as primeiras lojas online, baseadas no conceito simples: vender produtos online de forma simples e cómoda. As primeiras lojas de e-Commerce eram de negócios com loja física, que viram o e-Commerce como uma nova forma de comunicação e venda, como casos de hipermercados, lojas de roupa e calçado, lojas de tecnologia e pouco mais. Como o desenrolar do tema, o e-Commerce começou a ser visto como um potencial de modelo de inovação e lançamento de novos produtos e serviços, em que muitos só podem ser comercializados em formato e-Commerce. Marcas como a Farfetch, Prozis, Wook foram pioneiras na inovação do e-Commerce em Portugal e vieram abrir novos formatos de negócio para o mercado.
Desta forma, as lojas e-Commerce permitem não só potenciar a marca e o negócio, mas também alavancar novos projetos e ideias.

Numa nova fase do comércio electrónico, e que permite ter um negócio sem necessidade de um espaço físico, surgem ideias como:

  • Infoprodutos;
  • Workshops e consultoria online;
  • E-books;
  • Consumo de vídeo online;
  • Serviços de aluguer;
  • Cursos online;
  • Personalização de produtos;
  • Acompanhamento personalizado à pesquisa do cliente;
  • Gestão de Leads (para quem está ligado ao marketing)

Um novo conceito associado mais recentemente ao e-Commerce é o dropshipping.
O Drop Shipping permite que um revendedor venda os seus produtos normalmente no seu site de e-Commerce, delegando a gestão de stock e a gestão do expedição até ao cliente final a uma terceira parte, normalmente um fabricante, distribuidor ou até mesmo um retalhista. Ou seja, assim que o vendedor recebe uma encomenda, ele próprio faz uma encomenda ao seu fornecedor que será depois entregue diretamente ao cliente final.

Como criar uma estratégia de e-Commerce?

Para se criar uma estratégia de e-Commerce, nada mais importante que perceber qual os nossos objetivos do negócio, como por exemplo, determinar quantas unidades queremos vender em determinado ano, quantos serviços desejámos adjudicar através do site ou também quantas leads são objetivo para as redes sociais. Com a definição do objetivo, está lançado o ponto inicial para se definir a estratégia.
Para uma melhor interpretação de como desenvolver uma estratégia de e-Commerce, ficam alguns passos e ideias para começar a vender mais:

  • Qual a sua estratégia de marketing digital? Direcionado para o seu segmento de forma correta? Inovação como motor de vendas? Como vai criar o seu funil de vendas? O posicionamento da loja e-Commerce é correto;
  • Qual a sua tática de marketing? – neste ponto, é importante definir qual o P do marketing-mix mais importante; exemplos: é o produto que vai gerar vendas, o foco vai ser preços baixos, apostar na comunicação ou então na distribuição rápida do produto;
  • Criar os Planos de ação – é neste ponto que se desenvolve as ideias e campanhas de marketing, na qual se defini os KPI para análise;
  • Definição do Budget – qual o valor investido? E o retorno esperado?
  • Controlo e avaliação – de que forma as campanhas vão ser geridas e controladas, pela empresa, por uma agência? De que forma vai ser gerido os resultados? Vai existir espaço para melhoria dos planos de ação?

No final, o objectivo é gerar um funil de vendas!

 

Funil de Vendas

Fonte: http://empresascomsucesso.com/wp-content/uploads/2017/03/AAEAAQAAAAAAAAjeAAAAJDAzNGJiNGUwLTg0NzEtNGFiMi1hY2YyLTgwYTRjNmZlNTY3YQ.png

 

O e-Commerce em Portugal

Cada vez mais as pessoas usam a Internet para realizar compras online e o e-Commerce está num momento de viragem potenciado pela combinação entre o social e o mobile que torna o consumidor cada vez mais exigente e sofisticado.
O e-commerce em Portugal continua a crescer e em 2017 e 36% dos portugueses fez compras online, num valor de 4,6 mil milhões de euros mais 70 mil milhões de euros em negócios online efetuados pelas empresas e pelo Estado.
De acordo com um estudo da Economia Digital em Portugal, desenvolvido pela ACEPI – Associação da Economia Digital em Portugal em parceria com a IDC, 59% dos portugueses deverão fazer compras online até 2025, com o valor das compras a chegar aos 8,9 mil milhões de euros.
Apesar da tendência de subida de compras nos sites portugueses, 50% ainda foram feitas fora de Portugal, na qual 85% dos portugueses que compram online fizeram em sites estrangeiros e a China já é o país onde os portugueses compram com maior regularidade, com domínio para sites como o eBay, a Amazon e AliExpress.
O Vestuário e acessórios de moda, equipamentos móveis e acessórios e equipamento informático são os produtos mais comprados online pelos portugueses em 2016, com 1,4 mil milhões de compradores online e e 700 milhões a comprar fora do seu país, e a tendência é para continuar a aumentar
Em 2016, apenas 27% das empresas portuguesas efetuaram negócios online (9% das microempresas; 25% das pequenas empresas; 36% das médias empresas; e 54% das grandes empresas) e só 17% do seu volume de negócios foi proveniente de clientes no estrangeiro.

 

Tendências na área

Com o crescimento dos dispositivos móveis, massificação da inteligência artificial e mudanças nas gerações de consumidores, o comércio online está a mudar radicalmente. O e-Commerce 4.0 é resultado da massificação do acesso à internet e da explosão das redes sociais, numa combinação do social, mobile e e-commerce, caracterizada por dispositivos móveis ativados por voz e a introdução da Inteligência Artificial, que vai ajudar na previsão do comportamento do consumidor.

  • A personalização é uma das grandes tendências de 2018. O consumidor vai ser o centro das atenções das marcas, na qual será necessário descobrir necessidades, antecipar desejos e personalizar produtos e serviços. O cliente está em primeiro lugar!
  • Segundo algumas pesquisas, o retalho ainda não morreu por completo, através das lojas pop-up e redes sociais, na qual é importante apostar na personalização e experiência de compra.
  • “O consumidor 4.0 vê e experimenta na loja física, tornando-a num showroom, e depois compra online; ou faz todo o processo de seleção online e depois compra na loja física (webrooming)”.
  • Uma das tendências para o próximo ano no que diz respeito ao e-Commerce passa pela utilização da voz para realizar compras, com o Amazon Echo e Google Home a crescer em popularidade;
  • Realidade aumentada – o público está interessado e o e-Commerce deverá prestar atenção a esta tecnologia, criando novas experiências de compra;
  • O e-Commerce deverá abraçar a diversidade e disponibilizar diferentes tipos de produtos para todos os tipos de pessoas, sem discriminação e preconceitos.

De acordo com o estudo Economia Digital em Portugal, desenvolvido pela ACEPI – Associação da Economia Digital em Portugal em parceria com a IDC, em 2020 mais de metade da população mundial utilizará a Internet e em 2025, dos sete mil milhões de pessoas do mundo, 68,4% estarão online. Destas, 36,7% vai fazer compras na Internet.
Com o crescimento dos dispositivos móveis, massificação da inteligência artificial e mudanças nas gerações de consumidores, o comércio online está a mudar radicalmente. O e-Commerce 4.0 é resultado da massificação do acesso à Internet e da explosão das redes sociais, numa combinação do social, mobile e e-commerce, caracterizada por dispositivos móveis ativados por voz e a introdução da Inteligência Artificial, que vai ajudar na previsão do comportamento do consumidor.

Conteúdo, comércio, comunidade, contexto, personalização e pesquisa vertical serão as palavras chave do e-Commerce em 2018, que irá também refletir a rápida transformação digital dominada pela Cloud, pelo mobile, pela Big Data e pelas redes sociais.